Voltar para Elizabeth Taylor
Elizabeth Taylor

Elizabeth Taylor

Biografia Completa

Introdução

Elizabeth Rosemond Taylor nasceu em 27 de fevereiro de 1932, em Hampstead, Londres, Inglaterra. Filha de Francis Lenn Taylor, marchand de arte americano de origem judaica, e Sara Viola Huppert Sothern, atriz americana de teatro, mudou-se para os Estados Unidos ainda criança. Essa transição marcou o início de sua carreira no cinema, transformando-a em uma das atrizes mais duradouras e influentes de Hollywood.

Taylor ganhou dois prêmios Oscar de Melhor Atriz: por Butterfield 8 (1960) e Quem Tem Medo de Virginia Woolf? (1966). Sua filmografia inclui mais de 50 filmes, de produções infantis a dramas adultos intensos. Além da tela, sua vida pessoal – com oito casamentos e escândalos midiáticos – a tornou um ícone cultural. Ativista dedicada, fundou a Elizabeth Taylor AIDS Foundation em 1991, arrecadando milhões para pesquisa e apoio a pacientes com HIV/AIDS. Faleceu em 23 de março de 2011, em Los Angeles, vítima de insuficiência cardíaca congestiva, aos 79 anos. Sua relevância persiste como símbolo de glamour, resiliência e filantropia no entretenimento.

Origens e Formação

Elizabeth Taylor cresceu em uma família de classe média alta com laços artísticos. Seu pai gerenciava uma galeria de arte em Londres, e a mãe havia atuado em peças de sucesso nos anos 1920. A família era de ascendência judaica, mas Taylor foi batizada na Igreja Católica Romana aos sete meses.

Em 1939, aos sete anos, a família fugiu da Segunda Guerra Mundial e se instalou em Los Angeles. Lá, Sara Taylor matriculou a filha em aulas de dança e atuação na MGM Studios, aproveitando contatos no meio. Elizabeth chamou atenção em audições; em 1942, assinou contrato com a MGM aos nove anos. Sua estreia veio em Há Um Otário a Cada minuto (There's One Born Every Minute), mas o papel de Velvet Brown em National Velvet (1944), ao lado de Mickey Rooney, a lançou ao estrelato aos 12 anos. O filme faturou milhões e definiu sua imagem de estrela infantil.

Durante a adolescência, Taylor transitou para papéis românticos. Estudou com tutores particulares devido à agenda de filmagens, mas não frequentou escola formal. Influências iniciais incluíram sua mãe, que gerenciava sua carreira, e mentores da MGM como Spencer Tracy. Aos 18 anos, já era independente financeiramente, mas sob pressão do estúdio para manter uma imagem pura.

Trajetória e Principais Contribuições

A carreira de Taylor dividiu-se em fases distintas. Na infância e juventude (1942-1950), destacou-se em Lassie Vem para Casa (1943), Pequenas Mulheres (1949) e Pai da Noiva (1950), consolidando-se como "a menina mais bonita do mundo", apelido dado pelo fotógrafo Cecil Beaton.

Nos anos 1950, amadureceu em dramas: Um Lugar ao Sol (1951), com Montgomery Clift; Gigante (1956), com James Dean e Rock Hudson; O Gato no Telhado de Zinco Quente (1958) e De Repente, no Último Verão (1959), ambos baseados em Tennessee Williams. Esses papéis exibiram sua versatilidade dramática. Em 1960, venceu o Oscar por Butterfield 8, interpretando uma prostituta alcoólatra, apesar de controvérsias pessoais.

O auge veio nos anos 1960 com Cleopatra (1963), pelo qual recebeu US$ 1 milhão – recorde na época – e iniciou romance com Richard Burton, gerando escândalo global. O filme custou US$ 44 milhões, quase faliu a 20th Century Fox, mas lançou Taylor como superestrela. Seguiu Quem Tem Medo de Virginia Woolf? (1966), outro Oscar, por Martha, em adaptação de Edward Albee ao lado de Burton.

Nos anos 1970-1980, atuou em musicais como Doutor Dolittle (1967) e comédias como O Espelho Tem Duas Faces (1969, com Burton). Reduziu papéis após problemas de saúde, mas voltou em O Espelho da Vida (1981). Contribuições além de atuar incluem produção executiva em O Bebê de Rosemary (rejeitado, mas influenciou sua visão). Lançou perfumes como White Diamonds (1983), gerando bilhões em receita. Sua marca pessoal influenciou o marketing de celebridades.

Vida Pessoal e Conflitos

Taylor casou-se oito vezes com sete homens: Conrad Hilton Jr. (1950-1951, 18 anos dela); Michael Wilding (1952-1957, dois filhos: Michael e Christopher); Mike Todd (1957-1958, morte em acidente aéreo, filha Liza); Eddie Fisher (1959-1964, amigo de Todd); Richard Burton (1964-1974 e 1975-1976, mais explosivo); John Warner (1976-1982); Larry Fortensky (1991-1995). Relacionamentos turbulentos, marcados por adultério e mídia sensacionalista, especialmente o caso Burton durante Cleopatra.

Lutou contra vícios: álcool e drogas nos anos 1960-1970, internada em clínicas de reabilitação múltiplas. Problemas de saúde crônicos – coluna quebrada em 1960, pneumonia em 1961 (coma), cirurgias cardíacas (quadrupla ponte em 2009 e 2011) – afetaram sua carreira. Em 1987, converteu-se ao judaísmo.

Críticas incluíram acusações de promiscuidade pela imprensa, mas defendeu-se publicamente. Amizades duradouras com Burton, mesmo após divórcios, e ativismo pela AIDS – após morte de Rock Hudson em 1985 – humanizaram sua imagem. Fundou sua fundação em 1991, testemunhou no Congresso dos EUA em 1986 pela primeira legislação federal contra AIDS.

Legado e Relevância Atual (até 2026)

Até 2011, Taylor arrecadou mais de US$ 250 milhões para AIDS via eventos e leilões de joias. Sua fundação continua ativa, financiando clínicas e pesquisas. Em 2020, relatórios indicavam impacto em programas globais de HIV.

No cinema, inspira atrizes como Cate Blanchett e Margot Robbie. Documentários como The Elizabeth Taylor Collection (2011) e biografias como Elizabeth Taylor: The Last Star (1981, de Kitty Kelley) preservam sua história. Em 2022, leilões de sua coleção bateram recordes, com um diamante La Peregrina vendido por US$ 11 milhões. Até 2026, seu perfume White Diamonds permanece best-seller, e exposições em museus como o Getty celebram seu acervo. Representa o auge do star system hollywoodiano, misturando talento, escândalo e filantropia.

Pensamentos de Elizabeth Taylor

Algumas das citações mais marcantes do autor.