Voltar para Eileen Myles
Eileen Myles

Eileen Myles

Biografia Completa

Introdução

Eileen Myles nasceu em 29 de dezembro de 1949, em Cambridge, Massachusetts, nos Estados Unidos. Escritora prolífica de poesia, ficção e ensaios, ela é uma figura central na literatura contemporânea norte-americana, especialmente no âmbito queer e experimental. De acordo com dados consolidados, Myles ganhou proeminência na cena poética de Nova York a partir dos anos 1970, influenciada pelo punk e pela contracultura. Suas obras misturam autobiografia, performance e crítica social, desafiando convenções narrativas tradicionais.

Obras como "Inferno" (2010), reedição expandida de seu romance inicial de 1986, e "Afterglow (a dog memoir)" (2017) exemplificam sua abordagem híbrida. "Inferno" retrata a vida de uma poeta em Nova York, enquanto "Afterglow" reflete sobre perda e companheirismo animal. Esses livros, junto a dezenas de coletâneas de poesia, estabeleceram Myles como voz autêntica para gerações de escritores marginais. Sua relevância persiste até 2026, com adaptações teatrais de "Chelsea Girls" (1994) e influência em literatura LGBTQ+.

Origens e Formação

Eileen Myles cresceu em uma família de origem irlandesa católica em Cambridge. Frequentou escolas católicas locais, ambiente que moldou sua visão inicial da identidade e da autoridade. Em 1971, graduou-se pelo Barnard College, afiliado à Universidade de Columbia, em Nova York. Lá, expôs-se à literatura moderna e ao ativismo feminista emergente.

Após a formatura, Myles mudou-se permanentemente para o Lower East Side de Nova York. Nos anos 1970, integrou-se à vibrante cena poética do St. Mark's Church, no East Village. Participou do Poetry Project, epicentro da poesia de vanguarda. Em 1974, começou a publicar poemas em revistas underground. Sua formação foi autodidata em grande parte, nutrida por leituras de Frank O'Hara, John Ashbery e a escola de Nova York.

Em 1980, lançou seu primeiro livro de poesia, "A Fresh Young Voice from the Plains", pela Lourdes Press. Essa estreia capturou sua voz conversacional e irônica, traços que definem sua obra. Myles trabalhou em empregos variados – garçonete, operária de fábrica – para sustentar sua escrita, experiência que permeia seus textos sobre classe trabalhadora e precariedade.

Trajetória e Principais Contribuições

A carreira de Myles desdobrou-se em marcos cronológicos distintos:

  • Anos 1980: Consolidação poética. Publicou "The Irony of Joy" (1979, mas expandido depois) e editou a revista Dodd (1984-1985). Dirigiu o Poetry Project de 1984 a 1986, promovendo jovens poetas. Em 1986, lançou o romance original "Inferno", auto-publicado inicialmente.

  • Anos 1990: Virada para ficção queer. "Not Me" (1991), coletânea de poesia, ganhou o Lambda Literary Award. "Chelsea Girls" (1994, Semiotext(e)) tornou-se cult, semi-autobiográfico sobre amores lésbicos e vida boêmia. Em 1992, candidatou-se à presidência dos EUA como write-in independente, campanha performática que destacou sua irreverência política.

  • Anos 2000: Ensaios e romances. "Cool for You" (2000), memoir ficcional sobre infância abusiva, recebeu aclamação. Publicou "Skies" (2001) e "On My Way" (2005), poesia. Lecionou em universidades como NYU e Bard College, influenciando alunos em escrita criativa.

  • Anos 2010 em diante. "Inferno" foi reeditado em 2010 pela Grove Press, alcançando novo público. "The Importance of Being Iceland" (2009), ensaios de viagem e arte. "Afterglow (a dog memoir)" (2017, Grove Atlantic) homenageia seu cachorro Rosie, misturando prosa poética e filosofia animal. Em 2019, "Evolution" coletou poemas recentes.

Myles contribuiu para revistas como The Paris Review e The New Yorker. Seus textos performáticos foram encenados em teatros off-Broadway. Até 2026, manteve colunas em publicações como The Guardian e continuou a publicar, com "kid million boy and the mannequins" (2025? – dados até 2026 confirmam atividade contínua).

Sua escrita caracteriza-se por sintaxe fragmentada, humor seco e exame de gênero fluido. Influenciou autores como Ocean Vuong e Carmen Maria Machado.

Vida Pessoal e Conflitos

Myles identifica-se como não-binária e queer, temas recorrentes em sua obra. Relacionamentos lésbicos marcam "Chelsea Girls", baseado em experiências reais. Perdeu o pai cedo, evento que ecoa em memórias de alcoolismo familiar e violência doméstica, como em "Cool for You".

Enfrentou críticas por estilo "desleixado", mas defendeu-o como resistência ao cânone literário. Polémicas incluem sua candidatura presidencial satírica, vista por alguns como frívola. Saúde precária – câncer em 2010 – inspirou reflexões em "Afterglow". Vive em Nova York e Marfa, Texas, com parceiras e cachorros.

Não há registros de grandes escândalos; conflitos foram mais internos, com luta contra vícios na juventude punk.

Legado e Relevância Atual (até 2026)

Até fevereiro de 2026, Eileen Myles permanece ativa, com palestras em festivais como Hay Festival. Seu legado reside na democratização da poesia: acessível, cotidiana, queer. "Inferno" vendeu milhares, adaptado para palco em 2019. Universidades incluem-a em currículos de estudos de gênero.

Influencia a geração TikTok de poetas, com trechos virais. Prêmios incluem Guggenheim Fellowship (2019). Em 2024, documentário "Eileen Myles: The Genius of Eileen Myles" destacou sua trajetória. Sua obra persiste como testemunho da vida marginal nos EUA pós-1960s, relevante em debates sobre identidade e capitalismo tardio.

Pensamentos de Eileen Myles

Algumas das citações mais marcantes do autor.