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cpm22

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Biografia Completa

Introdução

CPM 22 surgiu em 1995 no cenário underground de São Paulo, consolidando-se como uma das bandas mais influentes do punk rock brasileiro dos anos 2000. Formada por jovens da classe média periférica, a banda canalizou frustrações geracionais em letras diretas e melodias agressivas, misturando punk, hardcore e elementos emo. Seu álbum de estreia, lançado em 2001 com apoio da banda Ratos de Porão, marcou o início de uma trajetória de sucesso comercial e identificação com o público jovem. Hits como "Não sei" e "Herói" ecoaram em rádios e festivais, vendendo milhares de cópias em uma era pré-streaming. Até 2026, CPM 22 representa a voz de uma juventude desiludida, com mais de 500 mil discos vendidos e turnês nacionais. Seu hiato em 2012 e retorno em 2018 destacam resiliência em meio a mudanças de formação e desafios pessoais dos membros.

Origens e Formação

A banda CPM 22 foi fundada em dezembro de 1995, no bairro de Tatuapé, em São Paulo. O nome deriva das iniciais dos fundadores: Christian (guitarrista inicial), Pedro (baixista), Marcelo "Bada" Lapola (vocalista) e outros amigos do bairro. Bada, cujo nome artístico vem de "batata", era o frontman carismático, com voz rasgada influenciada pelo punk. Luciano Camargo, na guitarra, juntou-se logo após, trazendo riffs diretos. Ricardinho (Rodrigo) assumiu o baixo, e PH (Pedro Henrique) a bateria, estabilizando a formação clássica por anos.

Os membros cresceram na periferia paulistana, expostos a bandas como Ramones, Sex Pistols e cenas locais como Ratos de Porão e Cólera. Sem recursos iniciais, ensaiavam em garagens e tocavam em pequenos shows underground. Em 1997, gravaram uma demo tape, CPM 22 Demo, distribuída em fitas cassete para ganhar visibilidade. Essa fase inicial reflete o DIY (do it yourself) do punk: produção caseira e rede de contatos na cena hardcore paulista. Até 1999, acumularam experiência em festivais como o Ibirapuera Rock, pavimentando o caminho para contratos profissionais.

Trajetória e Principais Contribuições

A trajetória profissional de CPM 22 decolou em 2001 com o álbum homônimo de estreia, gravado nos Estúdios NaCena com produção de João Gordo (Ratos de Porão). Lançado pelo selo Cosa Nostra Discos, vendeu 30 mil cópias em um ano. Faixas como "Não sei" (sobre indecisão emocional) e "Meu Sangue Corre Mais Rápido" capturaram angústia adolescente, impulsionando shows lotados no interior de São Paulo e Rio de Janeiro.

Em 2003, Felicidade Instantânea, pelo major Sony Music, explodiu comercialmente: 150 mil cópias vendidas. Singles "Herói", "Dia 77" e a faixa-título dominaram rádios FM e MTV Brasil. A banda excursionou pelo Brasil, abrindo para Raimundos e tocando em eventos como Skol Rock. Mudanças ocorreram: Ricardinho saiu em 2004, substituído por Danilo Oliveira.

O terceiro disco, CPM 22 (2005, ainda Sony), manteve o momentum com "FCAB" e "Além do Horizonte". Em 2008, O Vício da Sociedade Modern trouxe maturidade, criticando consumismo, com participação de Digão (Raimundos). A formação oscilou: PH deixou em 2006, trocado por Japinha (ex-Skank).

Década de 2010 viu Memória (2010, com regravações) e O Medo de Sonhar (2012), último antes do hiato. Anunciado em show no Circo Voador (Rio, 2012), o pause durou até 2018, quando Nova Ordem foi lançado pela Universal, com singles como "Na Terra de Ninguém". Turnês de retorno incluíram Rock in Rio 2019 e shows em 2022-2023. Até 2026, álbuns ao vivo como Monstros Imortais (2021) e colaborações mantêm a banda ativa, com streaming superando 100 milhões de plays no Spotify.

Principais contribuições incluem popularizar o punk melódico no Brasil mainstream, influenciando bandas como Forfun e Strike. Letrarias sobre depressão e relacionamentos tóxicos preencheram lacuna no rock nacional.

  • Álbuns principais:
    Ano Álbum Destaques
    2001 CPM 22 "Não sei"
    2003 Felicidade Instantânea "Herói", 150k cópias
    2005 CPM 22 "FCAB"
    2008 O Vício da Sociedade Modern Crítica social
    2012 O Medo de Sonhar Pré-hiato
    2018 Nova Ordem Retorno

Vida Pessoal e Conflitos

A vida pessoal dos membros entrelaça-se à banda. Bada (Luís Marcelo Lapola) enfrentou depressão clínica e alcoolismo nos anos 2000, temas recorrentes em letras como "Um Minuto" (sobre suicídio). Em entrevistas, ele admitiu internações e terapia, o que levou a pausas em turnês. Luciano lidou com lesões por overuse em shows intensos.

Conflitos internos surgiram com o sucesso: pressões da major Sony geraram desentendimentos sobre direção artística. Saídas de membros – Ricardinho por motivos pessoais, PH por agenda – fragmentaram a formação original. Críticas externas vieram de puristas punk, que acusavam "comercialização" pós-2003. Bada rebateu em entrevistas, defendendo acessibilidade.

O hiato de 2012 decorreu de esgotamento: Bada priorizou família e saúde mental. Durante o período, membros tocaram em projetos paralelos, como Bada em Halt (com ex-Strike). Retorno em 2018 uniu a banda com nova energia, mas pandemia de COVID-19 adiou shows em 2020-2021. Até 2026, estabilidade relativa prevalece, com Bada casado e pai.

Legado e Relevância Atual (até 2026)

CPM 22 deixa legado como ponte entre punk underground e rock comercial brasileiro. Popularizou discussões sobre saúde mental na música jovem, anos antes de trends globais. Festivais como Lollapalooza Brasil (edições 2010s) e premiações MTV os consagraram. Influenciou nova geração: NX Zero, Fresno citam-nos como referência.

Até fevereiro 2026, a banda segue ativa com turnês anuais e presença digital forte – canal YouTube com milhões de views em clipes clássicos. Felicidade Instantânea permanece em playlists de rock nacional. Relevância persiste em nostalgia dos anos 2000 e apelo transgeracional, com shows esgotados em casas como Audio (SP). Sem novos álbuns confirmados pós-2021, foco está em lives e possíveis despedidas, mas vitalidade indica longevidade.

Pensamentos de cpm22

Algumas das citações mais marcantes do autor.