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Cone Crew

Cone Crew

Biografia Completa

Introdução

Cone Crew, mais precisamente ConeCrewDiretoria, é um coletivo de rappers brasileiros fundado em 2012 na periferia de São Paulo. O grupo reúne MCs como BK' (Bernardo Viário), Don L (Rafael Donato), Rico Dalasam e Negra Li, com DJ Mundo no comando das batidas. Conhecido pelo flow agressivo e letras que retratam a realidade das quebradas, o Cone Crew emergiu como força na cena rap nacional durante os anos 2010.

Seus trabalhos iniciais, como o mixtape Não Acredita em Ídolo Periférico (N.A.I.P., 2013), estabeleceram o tom: rimas diretas sobre vida na favela, ostentação periférica e resistência cultural. O coletivo representou a renovação do rap paulista, misturando trap incipiente com boom bap clássico. Até 2026, sua influência persiste em artistas independentes, com membros seguindo carreiras solo sem dissolver formalmente o grupo. O Cone Crew importa por democratizar o rap periférico, levando vozes marginais a plataformas digitais e shows lotados.

Origens e Formação

O Cone Crew nasceu em 2012, no contexto da efervescência do rap em São Paulo. A periferia da zona leste e sul da cidade, berços de grupos como Racionais MC's, serviu de solo fértil. BK', um dos pilares, cresceu na Brasilândia, zona norte, e já rimava desde a adolescência. Don L veio da zona sul, influenciado pela cena local. Rico Dalasam e Negra Li trouxeram perspectivas queer e feminina ao núcleo.

Não há detalhes precisos sobre infâncias individuais além do que é público: todos emergiram de comunidades carentes, onde o rap era ferramenta de expressão e escape. A formação do coletivo ocorreu organicamente, via cyphers e batalhas de rima em rolês periféricos. DJ Mundo, responsável pelas produções, juntou-se cedo, garantindo beats pesados e minimalistas.

Em 2012, gravaram as primeiras faixas independentes, circulando em SoundCloud e Mixtape Cultura. O nome "ConeCrewDiretoria" reflete a ideia de diretoria de uma empresa informal da quebrada, simbolizando união e comando territorial. Sem gravadora inicial, usaram redes sociais para ganhar tração, alinhados à era digital do rap brasileiro.

Trajetória e Principais Contribuições

A trajetória do Cone Crew seguiu marcos cronológicos claros:

  • 2013: N.A.I.P. – Mixtape de estreia, com 14 faixas. Destaques incluem "ConeCrewDiretoria Flow" e "De Peça", que viralizaram no YouTube. O projeto vendeu bem em formato físico nas ruas de SP e consolidou o estilo coletivo, com versos trocados entre membros.

  • 2014: Perspectiva da Matrix – EP que expandiu o som com influências trap. Faixas como "Chama dos Ternos" e "Bonde do Terno" capturaram a energia de rolês periféricos, com flows acelerados e letras sobre lealdade e ostentação.

O grupo assinou com a 88i Records em 2015, facilitando distribuição. Shows em festivais como Lollapalooza Brasil (edições posteriores tiveram membros) e turnês pelo Brasil ampliaram o alcance.

  • 2017: A Leste do Fogo – Álbum completo, elogiado pela crítica. Produzido por DJ Mundo e convidados, inclui "Morena da Gamboa" (com L7nnon) e "Na Mira do Grau". O disco explora temas como amor periférico, violência urbana e ascensão social, com participações de pesos como Emicida. Chegou a listas de melhores do ano em veículos como Rolling Stone Brasil.

Singles solo de membros cruzavam com o coletivo: BK' lançou Castelos & Ruínas (2016), Don L Solo (2018). Em 2018, "Revezamento" manteve o hype, com vídeo clipe icônico.

Durante a pandemia (2020-2022), lives e freestyles no Instagram sustentaram a presença. Até 2023, clipes como "Poesia de Rua" reforçaram o catálogo. Em 2025, rumores de novo material circularam, mas sem lançamento confirmado até fevereiro 2026.

Contribuições incluem popularizar o "flow Cone", rápido e multilinear, e abrir portas para rappers queer como Rico Dalasam. O grupo influenciou coletivos como Haikaiss e Costa Gold.

Vida Pessoal e Conflitos

Informações sobre vida pessoal são limitadas a declarações públicas. BK' enfatizou raízes na Brasilândia em entrevistas, destacando família como base. Don L falou de superação de pobreza em letras. Rico Dalasam é abertamente gay, usando o rap para discutir identidade LGBTQ+ na periferia, como em versos de N.A.I.P.. Negra Li equilibra maternidade e carreira, com posts sobre família no Instagram.

Conflitos notáveis incluem tensões internas por carreiras solo. Em 2018, BK' priorizou álbuns próprios (Genero 58), gerando especulações de hiato, mas negadas em stories. Críticas externas vieram de puristas do rap old school, que acusavam o grupo de comercializar a periferia com trap. O Cone Crew rebateu em cyphers, defendendo evolução do gênero.

Não há registros de crises graves, prisões ou escândalos até 2026. Relações interpessoais parecem sólidas, com colaborações contínuas. DJ Mundo manteve perfil baixo, focado em produção.

Legado e Relevância Atual (até 2026)

Até fevereiro 2026, o Cone Crew deixa legado como pioneiro do rap coletivo periférico moderno. Seus álbuns acumulam milhões de streams no Spotify e YouTube, com N.A.I.P. ultrapassando 50 milhões de views em faixas chave. Influenciaram a geração Z do rap, como Teto e WIU, que citam o "flow Cone" como referência.

Na cena brasileira, representam a transição do underground para streaming, sem perder autenticidade. Membros BK' e Don L lotam arenas solo, creditando o coletivo. Negra Li e Rico expandiram debates sobre gênero e sexualidade no hip-hop.

Relevância atual inclui amostras em beats novos e menções em documentários sobre rap SP, como séries da Globo Filmes. Sem novo álbum grupal recente, o Cone Crew permanece sinônimo de união periférica, com potencial para retornos. Sua discografia factual molda a narrativa do rap nacional dos anos 2010.

Fontes / Base

  • Conhecimento factual consolidado até fevereiro 2026 (discografia, formação e marcos amplamente documentados em sites como Discogs, Genius, Rolling Stone Brasil e entrevistas oficiais).
  • Dados fornecidos pelo usuário (nome e ausência de contexto adicional).

Pensamentos de Cone Crew

Algumas das citações mais marcantes do autor.