Voltar para Cole Porter
Cole Porter

Cole Porter

Biografia Completa

Introdução

Cole Albert Porter nasceu em 9 de junho de 1891, em Peru, Indiana, e faleceu em 15 de outubro de 1964, em Santa Mônica, Califórnia. Ele se tornou um dos compositores e letristas mais influentes da música americana, especialmente nos musicais da Broadway e em trilhas de Hollywood. Sua obra destaca-se por letras espirituosas, rimas complexas e melodias elegantes, frequentemente explorando temas de amor, luxo e ironia social.

Porter compôs mais de 1.000 canções, muitas delas standards eternos como "Night and Day", "I Get a Kick Out of You" e "I've Got You Under My Skin". Seus musicais, como Anything Goes (1934) e Kiss Me, Kate (1948), revolucionaram o gênero com narrativas leves e números musicais memoráveis. Apesar de desafios pessoais, incluindo um acidente que o incapacitou fisicamente, sua produção permaneceu prolífica. Sua importância reside na sofisticação lírica que elevou a canção popular a arte literária, influenciando gerações de compositores. Até 2026, suas músicas continuam em revivals teatrais e gravações.

Origens e Formação

Cole Porter cresceu em uma família abastada de Indiana. Seu avô materno, J.O. Cole, era milionário na indústria madeireira, o que proporcionou conforto financeiro desde cedo. Kate Cole, sua mãe, incentivou seu talento musical, comprando-lhe um piano aos seis anos. Porter compôs sua primeira canção aos 10 anos, "Bridget", e outra, "The Bobolink Waltz", publicada quando tinha 11.

Ele frequentou a Worcester Academy, no Massachusetts, e ingressou na Universidade de Yale em 1909. Lá, destacou-se como cheerleader e compôs letras para as canções do time de futebol americano, como "Bingo Eli Yale". Formou-se em filosofia em 1913 e continuou para um bacharelado em música em 1915. Inicialmente, matriculou-se na Harvard Law School, mas abandonou o curso após aulas de composição com Pietro Yon.

Em 1916, Porter viajou à Europa, onde serviu na Primeira Guerra Mundial como capitão de ambulância na Legião Francesa. Essa experiência o expôs ao jazz e à vida noturna parisiense, influenciando seu estilo cosmopolita. Após a guerra, instalou-se em Paris, vivendo de herança familiar e frequentando círculos artísticos de elite.

Trajetória e Principais Contribuições

A carreira de Porter decolou nos anos 1920. Em 1928, seu musical Paris estreou na Broadway com o hit "Let's Do It (Let's Fall in Love)", marcando seu primeiro grande sucesso. Seguiram-se Wake Up and Dream (1929), com "What Is This Thing Called Love?", e Fifty Million Frenchmen (1929).

Nos anos 1930, consolidou-se com The New Yorkers (1930), introduzindo "Love for Sale"; Gay Divorce (1932), que virou filme com Fred Astaire e Ginger Rogers; e Anything Goes (1934), com números icônicos como "I Get a Kick Out of You" e "You're the Top". Em 1935, Jubilee trouxe "Begin the Beguine". Apesar de problemas de saúde, entregou Red, Hot and Blue (1936), com Ethel Merman, e Leave It to Me (1938), que lançou Mary Martin.

Hollywood o convocou: filmes como Born to Dance (1936), com "I've Got You Under My Skin", e Rosalie (1937). Após um hiato forçado por acidente, voltou triunfante com Kiss Me, Kate (1948), baseado em Shakespeare, vencedor do Prêmio Pulitzer de Drama – o único musical a receber tal honra até então. Outros sucessos incluem Can-Can (1953) e Silk Stockings (1955), adaptado ao cinema com Fred Astaire.

Sua técnica inovadora combinava harmonias complexas com letras polissilábicas e duplos sentidos, como em "Brush Up Your Shakespeare". Compôs para Ethel Merman, Gertrude Lawrence e outros astros. Até os anos 1950, produziu cerca de 25 musicais e dezenas de filmes.

Vida Pessoal e Conflitos

Em 18 de novembro de 1919, Porter casou-se com Linda Lee Thomas, socialite de Indiana divorciada. O casamento durou 35 anos, até a morte dela em 1954, e foi marcado por apoio mútuo, apesar da homossexualidade conhecida de Porter. Linda gerenciava sua carreira e protegia sua privacidade em uma era repressiva.

Em 1937, durante uma cavalgada em Monterey, seu cavalo caiu, esmagando-lhe as pernas. Sofreu 17 cirurgias nas décadas seguintes, com dores crônicas intensas. Amputou a perna direita em 1958, evento que o deprimiu profundamente. Ainda assim, continuou compondo até 1958.

Porter manteve uma vida social intensa em Paris e Veneza, com affairs masculinos discretos. Fumante inveterado, sofreu enfisema. Sua dependência de morfina para dor foi gerenciada, mas impactou sua saúde. Amigos como Irving Berlin e Moss Hart o apoiaram. Faleceu de insuficiência renal após pneumonia.

Legado e Relevância Atual (até 2026)

O legado de Cole Porter perdura na cultura americana. Suas canções são standards do Great American Songbook, interpretadas por Frank Sinatra, Ella Fitzgerald e contemporâneos como Lady Gaga em gravações de 2010. Revivals de Kiss Me, Kate ocorreram na Broadway em 1999 e 2019, e Anything Goes em 2011.

Em 2026, suas músicas aparecem em filmes, séries e musicais como High Society (1956, adaptado de The Philadelphia Story). O Cole Porter Festival em Peru, Indiana, celebra sua obra anualmente. Biografias como The Cole Porter Story (1957, de William McBrien) e musicais biográficos como Red, Hot and Cole (1971) mantêm-no vivo. Sua influência se estende ao jazz e pop, com covers por artistas como Anita Baker e Michael Bublé. Coleções de suas partituras estão em bibliotecas como a de Yale. Sua sofisticação lírica continua referência para compositores de teatro musical.

Pensamentos de Cole Porter

Algumas das citações mais marcantes do autor.