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Cazuza

Cazuza

Cazuza (1958-1990) foi um cantor e compositor brasileiro, e vocalista do Barão Vermelho, banda formada em 1981. Em carreira solo gravou grandes sucessos, como: Exagerado, Codinome Beija-Flor, Brasil e Faz Parte do Meu Show.

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Frases - Página 21

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"Quatro Letras Um dia, quando você menos esperar Eu vou voltar sorrindo Como se nada tivesse acontecido Todo esse tempo de dor Que eu passei andando por aí Todo esse tempo que eu tentei gritar A palavra amor bem alto Para ver se me convencia de uma vez Do significado implícito nessas quatro letras Esfregando na cara das pessoas As coisas boas que eu tinha Mas não conseguia mostrar Até que o tempo enfim foi me vencendo Sob o olhar condescendente Das pessoas que eu mais detestava É duro reconhecer Que todo esse sofrimento Foi em vão Porque não existe vida quando a gente está triste e só E ninguém quer saber de quem está por baixo Não vale a pena sofrer, meu amor De tudo o que eu passei Essa foi a única lição Um dia quando você menos esperar Eu vou voltar cantando Como se nada tivesse acontecido"
"Exagerado Amor da minha vida Daqui até à eternidade Nossos destinos Foram traçados na maternidade Paixão cruel desenfreada Te trago mil rosas roubadas Pra desculpar minhas mentiras Minhas mancadas Exagerado Jogado aos teus pés Eu sou mesmo exagerado Adoro um amor inventado Eu nunca mais vou respirar Se você não me notar Eu posso até morrer de fome Se você não me amar E por você eu largo tudo Vou mendigar, roubar, matar Até nas coisas mais banais Pra mim é tudo ou nunca mais Exagerado Jogado aos teus pés Eu sou mesmo exagerado Adoro um amor inventado E por você eu largo tudo Carreira, dinheiro, canudo Até nas coisas mais banais Pra mim é tudo ou nunca mais Exagerado Jogado aos teus pés Eu sou mesmo exagerado Adoro um amor inventado Jogado aos teus pés Com mil rosas roubadas Exagerado Eu adoro um amor inventado"
"Lembre-se de Mim Se você vir um par de sapatos, um para cima outro para baixo Ou um surfista elegante de sociedade Se você sentir que está ventando demais e não tiver agradável O vento que estava tão bom Então lembre-se de mim Com minha hipocrisia Um amor como o nosso está fadado a acabar E eu já não tenho mais fôlego para soprar a fogueira Você parece barata tonta, envenenada por Rodox E teu barato já está muito descoordenado E desse jeito não vai dar Então se você vir um tarado na escada Lembre-se de mim Um vira-lata emocionado Lembre-se de mim Lembre-se de nós e a nuvem alaranjada Lembre-se de nosso amor Com as decisões que tomamos juntos Das nossas músicas malucas E esse talento de tomar a cena de assalto Pagamos o preço, por não sermos medíocres Lembre-se disso quando for falar mal de mim Lembre-se da nuvem e da luz Alaranjada no lustre do quarto"
"Por onde eu ando Levo ao meu lado A minha namorada Cheirosa e bem tratada Não sei se o nome dela É Eva ou Adão É religiosa por formação A minha culpa de estimação Se alguém me ama Ela diz que não Se nem me notam Ela diz: "Por que não?" É a minha companheira inseparável Sua fidelidade é incomparável E me perdoa por não ter razão A minha culpa de estimação E me aceita o pior dos tarados Um ser mesquinho tropeçando no nada Guarda segredo e diz que não é chantagem Que ninguém vai saber das minhas bobagens Me dá um calmante e diz que é pra eu ser bom A minha culpa de estimação (Ela é de estimação) Me dá um calmante e diz que é pra eu ser bom A minha culpa de estimação (Ela é de estimação) Por onde eu ando Levo ao meu lado A minha namorada Cheirosa e bem tratada Não sei se o nome dela É Eva ou Adão É religiosa por formação A minha culpa de estimação (Ela é de estimação)"
"“… São 7 horas da manhã, vejo Cristo da janela, o sol já apagou sua luz e o povo lá embaixo espera, nas filas dos pontos de ônibus, procurando aonde ir… São todos seus cicerones, correm pra não desistir, dos seus salários de fome, é a esperança que eles tem, neste filme como extras, todos querem se dar bem… Num trem pras estrelas, depois dos navios negreiros, outras correntezas… Num trem pras estrelas, depois dos navios negreiros, outras correntezas… Estranho o teu Cristo, Rio, que olha tão longe, além, com os braços sempre abertos, mas sem proteger ninguém, eu vou forrar as paredes, do meu quarto de miséria, com manchetes de jornal, pra ver que não é nada sério, eu vou dar o meu desprezo, pra você que me ensinou, que a tristeza é uma maneira, da gente se salvar depois… Num trem pras estrelas, depois dos navios negreiros, outras correntezas… Num trem pras estrelas, depois dos navios negreiros, outras correntezas…”"
"QUERIDO DIÁRIO (TÓPICOS PARA UMA SEMANA UTÓPICA) Segunda-feira: Criar a partir do feio Enfeitar o feio Até o feio seduzir o belo Terça-feira: Evitar mentiras meigas Enfrentar taras obscuras Amar de pau duro Quarta-feira: Magia acima de tudo Drogas, barbitúricos I Ching Seitas macabras O irracional como aceitação do universo Quinta-feira: Olhar o mundo Com a coragem do cego Ler da tua boca as palavras Com a atenção do surdo Falar com os olhos e as mãos Como fazem os mudos Sexta-feira: Assunto de família: Melhor fazer as malas E procurar uma nova (Só as mães são felizes) Sábado: Não adianta desperdiçar sofrimento Por quem não merece É como escrever poemas no papel higiênico E limpar o cu Com os sentimentos mais nobres Domingo: Não pisar em falso Nem nos formigueiros de domingo Amar ensina a não ser só Só fogos de São João no céu sem lua Mas reparar e não pisar em falso Nem nas moitas dos metrôs nos muros E esquinas sacanas comendo a rua Porque amar ensina a ser só Lamente longe, por favor Chore sem fazer barulho"
"O inferno é aqui. A cabeça da gente é um inferno. E essa coisa de "o inferno são os outros" não sei não… Para mim, que dependo muito de amigos, de carinho dos outros, não vejo a vida contra alguém. Posso até ser meio ingênuo. Essa visão de inferno e céu: eu não vejo o inferno como uma coisa ruim e o céu como bom. O céu pode ser uma chatice e o inferno uma coisa divertida. Aliás, as imagens que temos do inferno são sempre aquelas onde localizamos o demônio, as pessoas transando, se comendo. O inferno é um baile de carnaval no Monte Líbano. Finalmente, eu consegui definir qual é o meu papel nesse mundão. É passar para as pessoas a minha energia. É aprender e, em cada trabalho meu e em cada disco, poder passar as minhas conquistas. Eu conquistei a vida de um ano para cá e quero passar isso para as pessoas. Isso é uma coisa meio cristã. Sabe, você repassa aquele amor que armazenou e as pessoas adoram. Às vezes, fico triste, mas não consigo me sentir infeliz. Acho que o tédio é o sentimento mais moderno que existe, que define o nosso tempo. Tento fugir disso, pois tenho uma certa tendência ao tédio. Mas, felizmente, eu sou animadérrimo! Sou muito animado para sentir tédio. Sou animado à beça, qualquer coisa me anima. Se você me convida para ir à Barra da Tijuca, eu já digo logo: Vamos! Qualquer besteira me anima. Tudo que já passei na minha vida não conseguiu tirar essa animação."
"O tempo não pára Disparo contra o sol Sou forte, sou por acaso Minha metralhadora cheia de mágoas Eu sou um cara Cansado de correr Na direção contrária Sem pódio de chegada ou beijo de namorada Eu sou mais um cara Mas se você achar Que eu tô derrotado Saiba que ainda estão rolando os dados Porque o tempo, o tempo não pára Dias sim, dias não Eu vou sobrevivendo sem um arranhão Da caridade de quem me detesta A tua piscina está cheia de ratos Tuas idéias não correspondem aos fatos O tempo não pára Eu vejo o futuro repetir o passado Eu vejo um museu de grandes novidades O tempo não pára Não pára, não, não pára Eu não tenho data para comemorar Às vezes os meus dias são de par em par Procurando uma agulha num palheiro Nas noites de frio é melhor nem nascer Nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer E assim nos tornamos brasileiros Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro Transformam o país inteiro num puteiro Pois assim se ganha mais dinheiro A tua piscina tá cheia de ratos Tuas idéias não correspondem aos fatos O tempo não pára Eu vejo o futuro repetir o passado Eu vejo um museu de grandes novidades O tempo não pára Não pára, não, não pára Dias sim, dias não Eu vou sobrevivendo sem um arranhão Da caridade de quem me detesta A tua piscina tá cheia de ratos Tuas idéias não correspondem aos fatos O tempo não pára Eu vejo o futuro repetir o passado Eu vejo um museu de grandes novidades O tempo não pára Não pára, não, não pára"