"É por isso que o cristão se encontra numa situação diferente da de outras pessoas que tentam ser boas. Estas esperam, por ser boas, agradar a Deus, quando nele acreditam; ou, caso não acreditem, esperam pelo me¬nos receber a aprovação dos homens bons. Já o cristão pensa que todo bem que faz advém da vida de Cristo que o anima interiormente. Não pensa que Deus nos amará mais por sermos bons, mas que Deus nos fará bons porque nos amou primeiro, do mesmo modo que o teto de uma estufa não atrai o sol por ser brilhante, mas brilha porque o sol irradia sobre ele."
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C. S. Lewis
Clive Staples Lewis (1898 - 1963) foi um e escritor irlandês, conhecido por seus trabalhos sobre literatura medieval, por suas palestras e escritos cristãos, especialmente pela série de livros "As Crônicas de Nárnia".
141 pensamentos
Frases - Página 10
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""(...) O que temos não é o “direito de esperar” mas uma “expectativa razoável” de sermos amados pelas pessoas mais próximas, se nós e elas somos mais ou menos comuns. Talvez, porém, não sejamos. É possível que sejamos intoleráveis. Quando somos,a “natureza” trabalha contra nós. Isso ocorre porque as mesmíssimas condições de intimidade que tornam possível a Afeição também tornam possível - e com a mesma naturalidade - uma repulsa peculiarmente incurável; um ódio tão imemorial, constante, unilateral e às vezes inconsciente, como a forma correspondente de amor."
"O Amor-Necessidade clama por Deus de nossa pobreza; o Amor-Doação deseja servir a Deus, ou sofrer por Ele; o Amor-Apreciativo diz "Nós te damos graças por tua grande glória". O Amor-Necessidade diz de uma mulher: "Não consigo viver sem ela." O Amor-Doação deseja proporcionar a ela felicidade, conforto, proteção – e, se possível, riqueza; o Amor-Apreciativo a contempla, e prende a respiração, e se cala, e se alegra por tamanha maravilha existir, mesmo que não para ele, e não se sente inteiramente deprimido por perdê-la, e preferiria perdê-la a jamais tê-la visto."
"Há um sentido em que todos os agentes naturais, até mesmo os inanimados, glorificam a Deus continuamente, revelando os poderes que Ele lhes deu. E nesse sentido nós, como agentes naturais, fazemos o mesmo. Nesse nível, os nossos atos iníquos, no sentido em que eles exibem nossa perícia e força, pode dizer-se que glorificam a Deus, tanto quanto nossas boas ações. Uma peça musical executada com excelência, como operação natural que revela um grau alto dos poderes e habilidades dados ao homem, desta forma sempre glorifica a Deus, seja qual tenha sido a intenção dos executores""
"A vida cristã é diferente, mais difícil e mais fácil. Cristo diz: “Dê-me tudo. Eu não quero um tanto do seu tempo, tanto do seu dinheiro, tanto do seu trabalho. Quero você. Eu não vim para atormentar o seu ego natural, mas para matá-lo. Meias medidas não trazem nenhum bem. Eu não quero podar um galho aqui e outro ali, mas quero derrubar a árvore inteira. Entregue todo o seu ego natural, todos os desejos que você julga inocentes, bem como os que você julga iníquos – todo o seu ser. Eu lhe darei um novo eu. Na verdade eu lhe darei o meu próprio eu; a minha vontade se tornará a sua vontade"."
"A afeição não seria afeição se fosse ostentosa e expressa com freqüência; produzi-la em público é o mesmo que tirar nossa mobília de casa para uma mudança. Ela parecia adequada no lugar em que estava, mas se nos afigura envelhecida, espalhafatosa ou grotesca à luz do sol. A afeição quase que se esquiva ou se infiltra em nossa vida. Ela faz parte das coisas privadas, humildes, como uma simples roupa de baixo. Chinelos macios, roupas velhas, velhas anedotas, o bater da cauda de um cachorro sonolento no chão da cozinha, o som da máquina de costura, uma boneca deixada no jardim. (Os quatro amores)"
""...nossa imitação de Deus nesta vida - ou seja, nossa intencional, ao contrário de todas as semelhanças que ele imprimiu em nossas naturezas ou estados - deve ser uma imitação de Deus encarnado; nosso modelo é não somente o Jesus do Calvário, como também o Jesus da carpintaria, das estradas, das multidões, dos apelos clamorosos e oposições furiosas, da absoluta falta de paz e privacidade, das interrupções. Pois isso, tão estranhamente diferente de tudo o que se pode atribuir à vida divina em si mesma, aparentemente não apenas se assemelha a ela, mas é a própria vida divina operando sob condições humanas.""
"Se eu encontro em mim um desejo que nenhuma experiência desse mundo possa satisfazer, a explicação mais provável é que eu fui feito para um outro mundo...Se nenhum dos meus prazeres terrenos é capaz de satisfazê-lo, isso não prova que o universo é uma fraude. Provavelmente os prazeres terrenos não têm o propósito de satisfazê-lo, mas somente de despertá-lo, de sugerir a coisa real. Se for assim, tenho de tomar cuidado para, por um lado, jamais desprezar ou ser ingrato em relação a essas bênçãos terrenas, e, por outro jamais confundi-lo com outra coisa, da qual elas não passam de um tipo de cópia, ou eco, ou miragem."
""-A águia tem razão - disse Lorde Digory - Ouça, Pedro. Quando Aslam disse que vocês nunca mais poderiam voltar a Nárnia, ele se referia à Nárnia em que vocês estavam pensando. Aquela, porém, não era a verdadeira Nárnia. Ela teve um começo e um fim. Era apenas uma sombra, uma cópia da verdadeira Nárnia que sempre existiu e sempre existirá aqui, DA MESMA FORMA QUE O NOSSO MUNDO É APENAS UMA SOMBRA OU UMA CÓPIA DE ALGO DO VERDADEIRO MUNDO DE ASLAM. Lúcia, você não precisa prantear Nárnia. Todas as criaturas queridas, tudo o que importava da velha Nárnia foi trazido aqui para a verdadeira Nárnia, através daquela porta." As Crônicas de Nárnia p. 729"
"To love at all is to be vulnerable. Love anything and your heart will be wrung and possibly broken. If you want to make sure of keeping it intact you must give it to no one, not even an animal. Wrap it carefully round with hobbies and little luxuries; avoid all entanglements. Lock it up safe in the casket or coffin of your selfishness. But in that casket - safe, dark, motionless, airless - it will change. It will not be broken; it will become unbreakable, impenetrable, irredeemable. The alternative to tragedy, or at least to the risk of tragedy, is damnation. The only place outside of Heaven where you can be perfectly safe from all the dangers and perturbations of love is Hell."
"Quando um homem melhora, torna-se cada vez mais capaz de perceber o mal que ainda existe dentro de si. Quando um homem piora, torna-se cada vez menos capaz de captar a própria maldade. Um homem moderadamente mau sabe que não é muito bom; um homem completamente mau acha que está coberto de razão. Nós sabemos disso intuitivamente. Entendemos o sono quando estamos acordados, não quando adormecidos. Percebemos os erros de aritmética quando nossa mente está funcionando direito, não no momento em que os cometemos. Compreendemos a natureza da embriaguez quando estamos sóbrios, não quando bêbados. As pessoas boas conhecem tanto o bem quanto o mal; as pessoas más não conhecem nenhum dos dois."
"As crianças olhavam para a face do Leão enquanto ele pronunciava essas palavras. De repente (nunca souberam como aconteceu), foi como se a face de Aslam se tornasse um mar de ouro no qual flutuavam; inexprimível força e ternura passavam por eles e por dentro deles; e sentiram que jamais na vida haviam sido realmente felizes, bons ou sábios, nem mesmo vivos e despertos, até aquele momento. A lembrança desse instante permaneceu com eles para sempre; enquanto viveram, se alguma vez se sentiam tristes, amedrontados ou irados, a lembrança daquela bondade dourada retornava, dando-lhes a certeza de que tudo estava bem. E sabiam que podiam encontrá-la ali perto, numa esquina ou atrás de uma porta."