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Benjamin Franklin

Benjamin Franklin

Biografia Completa

Introdução

Benjamin Franklin nasceu em 17 de janeiro de 1706, em Boston, na colônia de Massachusetts, e faleceu em 17 de abril de 1790, em Filadélfia. Diplomata, escritor, jornalista, filósofo e cientista, ele emergiu como uma das figuras centrais da fundação dos Estados Unidos. Franklin colaborou diretamente na redação da Declaração da Independência, em 1776, e da Constituição dos Estados Unidos, em 1787. Seus experimentos com eletricidade, como o famoso teste com pipa em 1752, o estabeleceram como pioneiro da ciência prática. Publicações como o Poor Richard's Almanack disseminaram conselhos morais e práticos. Como impressor bem-sucedido e inovador social, fundou instituições como a primeira biblioteca de empréstimos públicos e o corpo de bombeiros voluntários da América. Sua atuação diplomática na França garantiu apoio crucial à Revolução Americana. Franklin encarnou o polimatismo iluminista, influenciando política, ciência e ética. Até 2026, seu retrato adorna a nota de 100 dólares americanos, simbolizando pragmatismo e engenhosidade.

Origens e Formação

Franklin veio de uma família modesta. Era o décimo filho de Josiah Franklin, um fabricante de velas e sabão de origem inglesa, e o 15º de 17 filhos no total. Sua mãe, Abiah Folger, descendia de puritanos. Aos 8 anos, frequentou a escola em Boston por dois anos, aprendendo leitura, escrita e aritmética básica. Aos 10, abandonou os estudos para ajudar o pai no negócio familiar, mas logo mostrou aptidão para a imprensa.

Aos 12 anos, em 1718, tornou-se aprendiz do irmão mais velho, James Franklin, editor do jornal New-England Courant. Ali, aprendeu o ofício de impressor e começou a escrever anonimamente, sob o pseudônimo de Silence Dogood, artigos satíricos que criticavam autoridades locais. Essa experiência precoce moldou sua carreira jornalística. Em 1723, aos 17 anos, após desentendimentos com James, fugiu para Nova York e depois para Filadélfia, onde chegou pobre, mas determinado.

Em Filadélfia, trabalhou como impressor e fez amizade com o governador William Keith, que o enviou à Inglaterra em 1724 para comprar equipamentos. Lá, ficou dois anos, trabalhando em gráficas e lendo vorazmente – de Locke a Xenofonte. Retornou em 1726, casou-se com Deborah Read em 1730 (após um noivado interrompido) e fundou sua própria gráfica em 1728. Publicou o Pennsylvania Gazette, que se tornou um dos jornais mais lidos das colônias. Nessa fase, absorveu ideias iluministas via leitura autodidata, sem educação formal avançada.

Trajetória e Principais Contribuições

A década de 1730 marcou o auge de Franklin como empresário e inovador cívico. Em 1731, fundou a Library Company of Philadelphia, a primeira biblioteca de empréstimos da América. Criou a Union Fire Company em 1736, pioneira em bombeiros voluntários, e a American Philosophical Society em 1743, para promover ciência e debate intelectual. Como postmaster de Filadélfia desde 1737, melhorou o sistema postal colonial.

Seu Poor Richard's Almanack, publicado anualmente de 1732 a 1758, vendeu milhões de cópias. Nele, sob o pseudônimo Richard Saunders, inseriu aforismos práticos como "Ama os teus inimigos, porque eles falam-te dos teus defeitos" e "Ainda nenhuma nação se arruinou devido ao comércio". Esses textos enfatizavam virtude, frugalidade e trabalho duro.

Na ciência, Franklin brilhou nos anos 1740-1750. Inventou o fogão Franklin em 1741, eficiente para aquecimento. Seus experimentos com eletricidade, descritos em 1751 no livro Experiments and Observations on Electricity, provaram que raios são eletricidade. Em 1752, o teste com pipa durante tempestade confirmou isso, rendendo-lhe a Copley Medal da Royal Society em 1753. Inventou também os óculos bifocais e o odômetro.

Politicamente, atuou na Assembleia da Pensilvânia de 1751 a 1764, defendendo colonos contra proprietários. Em 1757, foi à Inglaterra como agente colonial, opondo-se aos impostos como o Stamp Act de 1765. Retornou às colônias em 1775, já idoso.

Na Revolução Americana, integrou o Comitê dos Cinco que redigiu a Declaração da Independência, aprovada em 4 de julho de 1776. Em 1776, viajou à França como embaixador, obtendo tratados de aliança e empréstimos que foram decisivos na vitória americana. Retornou em 1785 e, em 1787, aos 81 anos, delegou à Convenção Constitucional em Filadélfia, propondo o "Plano Franklin" para representação proporcional e ajudando a ratificar a Constituição com concessões sobre escravidão.

Vida Pessoal e Conflitos

Franklin casou-se com Deborah Read em 1730; ela gerenciou a casa e a gráfica durante suas ausências. Tiveram dois filhos: Francis Folger, que morreu de varíola aos 4 anos em 1736, e Sarah, nascida em 1743. Teve também William, ilegítimo com uma mulher não identificada, nascido por volta de 1730; educou-o como filho, nomeando-o governador real de Nova Jersey em 1763.

A relação com William azedou durante a Revolução. Lealista convicto, William ficou preso em 1776 e exilou-se na Inglaterra, rompendo laços com o pai. Franklin escreveu: "O menino que sofre e se indigne diante dos maus tratos infligidos aos animais, será bom e generoso com os homens", refletindo sua visão ética.

Franklin manteve amantes na juventude e na França, onde sua fama de sábio o cercou de admiradoras. Escreveu sobre moral em "Aos 20 anos, a vontade é soberana; aos 30, o espírito; aos 40, a razão". Enfrentou críticas por pragmatismo, como sua tolerância inicial à escravidão – ele possuía escravos até os 70 anos, mas depois tornou-se abolicionista, presidindo a Sociedade pela Abolição em 1787.

Sua saúde declinou com gota e pedras nos rins, mas manteve rotina disciplinada, com "13 Virtudes" para autoperfeição, listadas em seu Autobiografia (publicada postumamente em 1791).

Legado e Relevância Atual (até 2026)

Franklin deixou um legado multifacetado. Seus inventos e instituições inspiraram avanços em ciência e filantropia. A Autobiografia permanece best-seller, influenciando autoajuda. Frases como "Se os homens são tão maus com a religião, como seriam sem ela?" ecoam em debates éticos.

Politicamente, seu equilíbrio entre estados grandes e pequenos moldou o federalismo americano. Até 2026, seu retrato na nota de 100 dólares o mantém icônico. Museus como o Franklin Institute em Filadélfia preservam sua memória. Debates contemporâneos citam seu pragmatismo em comércio e diplomacia, como em negociações EUA-China. Campanhas abolicionistas tardias realçam sua evolução moral. Seu polimatismo inspira STEM e empreendedorismo, com prêmios como o Franklin Institute Awards.

Pensamentos de Benjamin Franklin

Algumas das citações mais marcantes do autor.