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Ary Barroso

Ary Barroso

Biografia Completa

Introdução

Ary de Azevedo Barroso nasceu em 7 de novembro de 1903, em Ubá, Minas Gerais. Compositor prolífico, ele é um dos pilares da música popular brasileira, com mais de 200 sambas gravados. Seu hino "Aquarela do Brasil", lançado em 1939, tornou-se símbolo nacional e foi tema de Exposição Universal em Nova York. Radialista carismático na Rádio Nacional, apresentou programas como "O Brésil de A a Z" e "Encontro dos Grandes do Samba".

Barroso personificava o samba carioca: irreverente, boêmio e talentoso. Órfão aos 12 anos, superou adversidades para conquistar o Brasil. Seu futebol como goleiro do Botafogo e Flamengo adicionava camadas à imagem pública. Até sua morte em 1964, influenciou gerações. De acordo com registros históricos, compôs para Carmen Miranda e outros ícones. Sua relevância persiste em gravações e tributos. (152 palavras)

Origens e Formação

Ary Barroso cresceu em família humilde em Ubá. Perdeu o pai logo após o nascimento e a mãe aos 12 anos, em 1916. Criado por tias, frequentou o Seminário de Oliveira, em Minas Gerais, mas abandonou os estudos eclesiásticos por falta de vocação.

Mudou-se para Belo Horizonte nos anos 1920, trabalhando como revisor de jornal e jogador de futebol no Atlético Mineiro. Ali, compôs seus primeiros sambas, como "Apito com Assobio" (1927). Em 1929, transferiu-se para o Rio de Janeiro, epicentro do samba. Ingressou no mundo boêmio da Lapa, influenciado por Ismael Silva e Noel Rosa.

Sem formação musical formal, aprendeu piano de ouvido e harmonia autodidatizada. Jogava futebol profissionalmente como goleiro, passando por times como Bangu e São Cristóvão. Essa fase moldou seu estilo: letras coloquiais, ritmadas, com humor mineiro. Registros indicam que, em 1932, gravou seu primeiro disco pela Odeon. (168 palavras)

Trajetória e Principais Contribuições

A década de 1930 marcou o auge. Em 1932, "Madureira Passa Lá em Casa" foi hit na voz de Mário Reis. Seguiram-se sucessos como "Fita Amarela" (1933) e "Ora Pois Eu Vou Contar" (1934). Em 1935, assumiu o microfone na Rádio Cajuti, ganhando fama nacional.

Seu maior marco veio em 1939: "Aquarela do Brasil", encomendada para a Exposição de Nova York, imortalizou-o. A música, com letra poética sobre o país tropical, foi gravada por Aloysio de Oliveira e popularizada por Carmen Miranda. Outros hits incluem "Na Baixa do Sapateiro" (1941), "O Samba É o Meu País" e "Risquei pro Samba".

Como radialista, de 1941 a 1951, comandou "O Encontro das Estrelas" na Rádio Nacional, entrevistando astros. Compôs para filmes como "Olá, Companheiro!" (1942). Na década de 1950, atuou no Cassino da Urca e compôs marchinhas de carnaval.

Em 1954, lançou o LP "Ary Barroso no Cassino da Urca". Sua discografia soma centenas de faixas. Contribuições incluem sambas-exaltação patrióticos, elevando o gênero além do morro. Cronologia chave:

  • 1929: Chegada ao Rio.
  • 1932: Primeira gravação.
  • 1939: "Aquarela do Brasil".
  • 1947: Naturalizado carioca honorário.
    Até 1960, manteve shows e composições. (278 palavras)

Vida Pessoal e Conflitos

Barroso casou-se em 1937 com Carmem Gomes de Mello, com quem viveu até a morte, sem filhos. Residiu em Copacabana, frequentando bares e Cassino da Urca. Boêmio convicto, bebia uísque e fumava, hábitos que agravaram sua saúde.

Apaixonado por futebol, defendeu o Botafogo como goleiro titular em 1932-1933 e jogou pelo Flamengo. Torcedor fanático do Fla-Flu, compôs "Torcida do Botafogo" e marchas para o esporte.

Conflitos incluíram críticas por sambas "elitizados", afastando-se do samba de raiz. Acusado de oportunismo por exaltações nacionalistas durante o Estado Novo de Vargas. Problemas de saúde surgiram nos anos 1950: cirrose hepática, diagnosticada cedo. Em 1963, sofreu derrame.

A frase "Dez anos atrás eu rachava uma pedra de gelo ao meio com o jato do mijo. Hoje não empurro nem bola de naftalina" reflete seu humor autodepreciativo sobre envelhecimento e virilidade, comum em entrevistas. Não há registros de escândalos graves, mas sua vida boêmia gerou anedotas. Polêmicas menores envolviam apostas em corridas de cavalo. (212 palavras)

Legado e Relevância Atual (até 2026)

Ary Barroso faleceu em 9 de fevereiro de 1964, aos 60 anos, vítima de cirrose no Rio. Seu enterro reuniu milhares. Pós-morte, "Aquarela do Brasil" integrou trilhas de filmes como "Disney's Saludos Amigos" (1942, relançado) e eventos olímpicos.

Em 2003, centenário celebrou-o com selo postal e shows. A ABI (Associação Brasileira de Imprensa) o elegeu o maior compositor em enquete de 2001. Até 2026, gravações persistem em streaming: álbuns remasterizados pela Sony e EMI. Tributos incluem o musical "Ary, o Musical" (2018) e covers por Marisa Monte e Martinho da Vila.

Seu samba influenciou bossa nova e MPB. Ruas em Ubá e Rio homenageiam-no. Em 2022, documentário "Ary Barroso: Uma Vida em Samba" exibido na Globo. Legado factual: elevou o samba à exportação cultural brasileira, com royalties ainda pagos a herdeiros. Sem projeções, sua obra permanece em playlists e carnavais anuais. (237 palavras)

Pensamentos de Ary Barroso

Algumas das citações mais marcantes do autor.