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Anton LaVey

Anton LaVey

Biografia Completa

Introdução

Anton Szandor LaVey, nascido Howard Stanton Levey em 11 de abril de 1930, em Chicago, Illinois, emergiu como figura central do satanismo ocidental moderno. Ele fundou a primeira Igreja de Satã em 30 de abril de 1966, em São Francisco, marcando o início de um movimento organizado que redefinia o satanismo como filosofia ateísta, ritualística e individualista. Seu livro mais conhecido, The Satanic Bible (1969), vendeu milhões de cópias e popularizou conceitos como os Nove Princípios Satânicos e os Onze Mandamentos Satânicos.

LaVey ganhou notoriedade na contracultura dos anos 1960, realizando rituais públicos e atraindo celebridades como Sammy Davis Jr. e Jayne Mansfield. Sua abordagem combinava teatro, psicologia e crítica social, posicionando Satã como símbolo de rebelião humana contra dogmas religiosos. Até sua morte em 29 de outubro de 1997, ele publicou obras como The Satanic Rituals (1972) e The Satanic Witch (1970), influenciando o ocultismo contemporâneo. Sua relevância persiste em debates sobre religião, ateísmo e liberdade individual.

Origens e Formação

LaVey nasceu em uma família de imigrantes judeicos da Europa Oriental. Seu pai, Michael Levey, era veterano da Primeira Guerra Mundial e vendedor de automóveis; sua mãe, Gertrude Augusta Coultron, era imigrante ucraniana. Cresceu em Chicago até a família se mudar para San Francisco durante a Depressão.

Como adolescente, LaVey demonstrou interesse precoce pelo oculto e pelo teatro. Aos 13 anos, leu O Rei de Amarelo, de Robert W. Chambers, e obras de Aleister Crowley e H.P. Lovecraft. Ele abandonou a escola secundária e trabalhou como músico. Tocou oboé na Orquestra dos Grands Circuses de Cyrus em 1947, aos 17 anos, e trompete na Shoreline Drive All-Girl Orchestra. Alegou experiências em carnavais que moldaram sua visão cética da humanidade.

Nos anos 1950, LaVey serviu no Corpo de Bombeiros de São Francisco e atuou como fotógrafo criminalista da polícia local por dois anos. Essas experiências o expuseram à natureza humana em extremos, reforçando sua rejeição a ideais cristãos de bondade inata. Em 1952, casou-se com Carole Lansing, com quem teve três filhos: Karla (1952), Zeena (1963) e o adotado Satan (nascido Joseph).

Trajetória e Principais Contribuições

A trajetória de LaVey ganhou ímpeto nos anos 1960. Em 1962, ele pintou de preto o carro presidencial de John F. Kennedy durante uma visita a São Francisco, um ato simbólico de rebelião. Em 1965, deixou o emprego na polícia para se dedicar ao ocultismo. No Walpurgisnacht de 1966, fundou a Igreja de Satã na casa de sua antiga casa na Califórnia Street, número 611, conhecida como Casa Negra.

O marco inicial foi o batismo satânico de sua filha Zeena em 1967, realizado com cobertura midiática. Em 1969, publicou The Satanic Bible pela Avon Books, compilando ensaios sobre magia, rituais e ética satânica. O livro delineou o satanismo como ateísmo carnal, com Satã como metáfora para o ego humano. Vendeu mais de um milhão de cópias até 2026. No mesmo ano, colaborou com Kenneth Anger no filme Invocation of My Demon Brother, com trilha de Mick Jagger.

Outras contribuições incluem The Compleat Witch (1970, reeditado como The Satanic Witch), que explorava sedução e psicologia feminina, e The Satanic Rituals (1972), com cerimônias inspiradas em história e mitologia. LaVey realizou casamentos satânicos, como o de Radical Left e Marylin Mansfield em 1967, e rituais funerários. Em 1975, fundou a Ordem dos Trapaceiros, grupo interno da Igreja.

Nos anos 1980, publicou The Devil's Notebook (1992) e Satan Speaks! (1998, póstumo). Ele aconselhou no filme Rosemary's Baby (1968), de Roman Polanski, e atraiu atenção com visitas de celebridades. Sua filosofia enfatizava responsabilidade individual, rejeição à culpa cristã e uso de rituais como catarse psicológica.

Vida Pessoal e Conflitos

A vida pessoal de LaVey foi marcada por relacionamentos complexos e disputas familiares. Após divorciar-se de Carole Lansing em 1960, viveu com Diane Hegarty, com quem teve a filha Karli (1956). Hegarty atuou como Alta Sacerdotisa da Igreja até 1984. Em 1969, LaVey alegou casamento com Hegarty, embora registros indiquem união não formal.

Ele teve casos públicos, como com Jayne Mansfield, que morreu em acidente de carro em 1967; LaVey usou a tragédia em rituais de destruição. Sua filha Karla LaVey tornou-se Alta Sacerdotisa nos anos 1980. Zeena Schreck, outra filha, rompeu com o pai em 1990, acusando-o de fraude e abandonando cargos na Igreja.

Conflitos surgiram com ex-membros. Em 1984, Hegarty processou LaVey por propriedade da Casa Negra. Nos anos 1990, acusações de que LaVey exagerava seu passado (como supostas visitas à Alemanha nazista) circularam, mas ele manteve a narrativa. Sua saúde declinou com problemas cardíacos e obesidade. LaVey morreu em 29 de outubro de 1997, aos 67 anos, de edema pulmonar em St. Mary's Hospital, São Francisco. Seu corpo foi cremado, e cinzas divididas entre familiares.

Legado e Relevância Atual (até 2026)

O legado de LaVey reside na institucionalização do satanismo como religião registrada nos EUA desde 1966. A Igreja de Satã, sob Peter H. Gilmore (Alta Sacerdote desde 2001), mantém princípios originais, com mais de 100 mil associados declarados até 2026. The Satanic Bible permanece best-seller, influenciando ateus, pagãos e artistas.

Sua filosofia impactou a cultura pop, de heavy metal (como Black Sabbath) a séries como Lucifer. Em 2019, o Templo Satânico, grupo ativista inspirado mas dissidente, ganhou visibilidade em causas seculares. Até 2026, debates persistem sobre LaVey como showman ou inovador filosófico. Documentários como Speak of the Devil (1995) e biografias como The Church of Satan (de Blanche Barton, 1990) documentam sua era. Sua ênfase em individualismo ressoa em movimentos antirreligiosos contemporâneos.

Pensamentos de Anton LaVey

Algumas das citações mais marcantes do autor.