"Eu sinto que o que há ao meu redor é falso. Há almas cobertas de engelho, sentimentos ilusórios, sorrisos irreais. Há em toda parte alguém que precisa mostrar-se feliz e são. Mas que se afunda nas próprias quimeras."
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Andressa Rodrigues
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"A alma é como a nuvem. Eloqüente, leve, translúcida. Nossos olhos inexperientes fazem-nos acreditar que vemos nela várias formas, mas sabemos que ela é sempre igual: sempre o mesmo amontoado de incertezas, que flutua céu afora transportado pelo sopro do vento."
"Às vezes não precisamos que nos façam parar de chorar. Interromper o fluxo da chuva só fará com que as nuvens mantenham-se cada vez mais carregadas. E, conseguinte, o temporal virá tão forte, que arrastará o que houver em sua frente. É preciso que choremos logo."
"E, sorrateiramente, teus olhos iluminaram meus dias. Vi neles a liberdade de poder voar sem asas, a segurança de planar sobre o verde oceano enquanto ainda há tempestades se formando. Ah, e teus lábios... encontrei neles o gosto doce das frutas que amadurecem no outono. Deixa-me tocá-los mais uma vez, amor! Deixa-me sentir teu beijo - essa chuva morna em uma noite de inverno"
"A Igreja tornou a todos pecadores. Mas já não nos bastava carregar tantos sofrimentos e angústias durante a vida? Ainda temos que suportar o peso da culpa e pedir perdão a algo que nem sequer realmente conhecemos (...) 'Quem mais sofrer durante a vida, melhor será recompensado após a morte'! É isso que engolimos sem pestanejar... É isso que os fervorosos seguem à risca, vedados pela vontade de, pelo menos que seja após a morte, serem felizes."
"Mas agora, quando te olho, de soslaio, a corda que amarra minhas mãos desprende-se aos poucos – faz-se corda de banjo, tocando sempre uma música que acalma. E, assim, minhas frases embalam teus gestos, tuas formas, teu beijo. E, assim, toda noite, antes de dirigir-me ao meu leito, olho teu retrato... e custo a acreditar que o que vivo é real. Não fosse sempre tua boca na minha, teus braços envolto ao meu corpo, e teus olhos – tão lindos! – iluminando meu caminho, cogitaria a idéia de estar em um sonho infindo."
"Eu vivia na minha estúpida decepção. A poesia era um leigo monólogo que amarelecia na estante. As nuvens passavam e levavam consigo o brilho dos meus olhos. Toda canção de amor fazia de mim um estraçalhar de sonhos... Meu inquebrantável subterfúgio era a tristeza. Até que um dia viestes ver-me. Ao longe percebi teu reflexo no vidro – “Altivo!”. E então, com um só toque, mudaste todo o crepúsculo! Com estas tuas mãos macias, Com teu olhar de quem se perde no canto dos pássaros, Com este teu perfume de madrugada E teus cabelos que dançavam ao vento... Fizeste acordar meu coração latente! E agora sou toda as pétalas das flores, Respiro o inócuo aroma da vida que rejuvenesce... Sou eu novamente... Eu, com esta visão além e aquém do horizonte, Que aspira quase às mesmas quimeras irreais – só que agora teu nome está em todas elas! Agora sou eu... e sou você."