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Alexander Pushkin

Alexander Pushkin

Biografia Completa

Introdução

Alexander Sergeyevich Pushkin nasceu em 6 de junho de 1799, em Moscou, e faleceu em 10 de fevereiro de 1837, em São Petersburgo. Poeta, romancista e dramaturgo russo, ele é amplamente reconhecido como o fundador da literatura russa moderna. Sua obra "Eugenio Onieguin", um romance em versos publicado entre 1825 e 1832, é considerada sua obra-prima e um marco na língua russa.

Pushkin moldou o idioma russo contemporâneo com sua maestria poética e narrativa. Influenciado pelo romantismo europeu, ele mesclou elementos folclóricos russos com crítica social sutil. Apesar de censura tsarista e exílios, produziu uma vasta obra que inclui poemas líricos, narrativos, dramas e prosa. Suas citações, como "Nunca encontrareis a poesia se não a tiverdes dentro de vós", capturam sua visão da criação artística. Até 2026, sua influência permanece central na cultura russa e global.

Origens e Formação

Pushkin veio de uma família nobre empobrecida. Seu pai, Sergey Lvovich Pushkin, descendia de antigos boiardos russos. A mãe, Nadezhda Ossipovna, era neta de Abram Petrovich Gannibal, um general africano adotado pela corte russa no século XVIII, o que deu a Pushkin traços etíopes notáveis.

A infância transcorreu em Moscou. Sua avó materna, Maria Alekseyevna Hannibal, contou-lhe contos folclóricos russos, influenciando sua obra posterior. Aos 12 anos, em 1811, ingressou no recém-fundado Liceu de Tsarskoye Selo, perto de São Petersburgo. Lá, formou amizades duradouras e descobriu a literatura francesa, de Voltaire a Rousseau.

Seus primeiros poemas, como "Ao Tsar Alexandre" (1814), revelaram talento precoce. Formou-se em 1817, já com fama no círculo literário de São Petersburgo. O ambiente do liceu fomentou seu espírito liberal, inspirado pela Revolução Francesa e ideias iluministas.

Trajetória e Principais Contribuições

Em 1817, Pushkin iniciou carreira no Ministério dos Negócios Estrangeiros como oficial de colegiado. Publicou em revistas como "O Mensageiro Russo". Seu poema "O Prisioneiro do Cáucaso" (1822) ganhou popularidade.

Em 1820, o poema "Ode à Liberdade" levou ao exílio no sul da Rússia, por criticar o tsarismo. Em Kishinev e Odessa, escreveu "A Peste de Moscovo" e "Gabrieliad". Retornou a Moscou em 1826, sob vigilância de Nikolai Gogol e outros.

"Eugenio Onieguin" surgiu em capítulos anuais de 1825 a 1832. Esse romance em versos satíricos retrata a nobreza russa, com o "oneguiniano" – estrofe de 14 linhas – como inovação formal. Outras obras incluem o drama histórico "Boris Godunov" (1825), inspirado em Shakespeare e Schiller, e contos como "A Dama de Picas" (1834).

Na década de 1830, focou em prosa: "A Filha do Capitão" (1836) e "O Negro de Pedro, o Grande", sobre seu ancestral Gannibal. Poemas como "O Bronzeado Cavaleiro" (1833) exploram o destino humano ante o poder. Suas baladas folclóricas, como "Ruslan e Liudmila" (1820), revitalizaram o mito russo.

Pushkin editou a revista "Biblioteca Moderna" e influenciou pares com sua língua precisa, livre de arcaísmos eslavos. Até sua morte, produziu cerca de 800 poemas, 10 dramas e romances.

Vida Pessoal e Conflitos

Pushkin era conhecido por sua vida boêmia. Envolveu-se em duelos frequentes, matando o conde Solomon in 1819. Apaixonou-se por Anna Kern em 1825, inspirando o poema "Eu vos Amo" ("A Poeta").

Em 1831, casou-se com Natalia Nikolaevna Goncharova, beleza de 17 anos de família nobre. O casal teve quatro filhos: Maria, Alexander, Grigory e Natalia. A corte tsarista concedeu pensão após intervenção de amigos.

Ciúmes surgiram com o oficial francês Georges d'Anthès, adotivo dos Goncharov. D'Anthès cortejou Natalia, levando Pushkin a desafiá-lo para duelo em 8 de fevereiro de 1837, às margens do rio Neva. Ferido mortalmente no abdômen, Pushkin agonizou dois dias e morreu aos 37 anos. Milhares o choraram; o tsar Nicolau I financiou o funeral discreto em Mikhailovskoye.

Censura marcou sua vida: exilado em 1820, vigiado pela Terceira Seção e confinado em Boldino em 1833 por cólera. Amizades com Decembristas o expuseram a riscos após a revolta de 1825.

Legado e Relevância Atual (até 2026)

Pushkin é o "pai da literatura russa". Dostoiévski o chamou "fenômeno nacional". Sua língua unificou dialetos, influenciando Tolstói, Turguêniev e Tchekhov. "Eugenio Onieguin" inspirou óperas de Tchaikovsky (1879) e balés.

Monumentos erguidem-se em Moscou e São Petersburgo. O Dia de Pushkin celebra-se em 6 de junho na Rússia. Até 2026, adaptações cinematográficas, como "Pushkin: O Último Duelo" (2006), e edições críticas persistem. Suas frases, como "Gosto mais do engano que nos eleva / do que das verdades obscuras e baixas", circulam em sites como Pensador.com.

UNESCO o reconhece como patrimônio. Estudos analisam seu abolicionismo sutil via Gannibal. Em 2026, permanece essencial em currículos russos e globais, simbolizando liberdade criativa sob autoritarismo.

Pensamentos de Alexander Pushkin

Algumas das citações mais marcantes do autor.