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Aglaê Estrela

Aglaê Estrela

41 pensamentos

Frases - Página 4

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"Certas horas nossos pensamentos parecem uma orquestra, onde um só maestro quer tocar todos os instrumentos de uma vez, e acaba produzindo uma melodia desafinada. E quem ouve essa melodia? Você afina, desafina, pensa e repensa esse ensaio de pensamentos tenta gerar entendimentos ideais, mas enquanto ele não se apresenta, o ensaio só cansa a um, você. No fim, pensar muito e ter consciência sozinho pode ser inútil, quando sua orquestra está pronta mais a escuta do outro não está preparada para apreciar a melodia que você fez."
"Não adianta forçar!! Inspiração não é negociável com neurônios. É coisa de pele! A inspiração é praticamente um parto de pensamentos, independente de você querer ou não, você sente quando eles irão surgir. Certo que você pode até controlar palavras, mas a emoção do processo quando acontece normalmente, faz você perceber que a inspiração foi vivenciada de dentro até a boca e não da boca pra fora. Aí as palavras podem até ser somente vento pra quem ouve, mas até serem ditas deixaram cicatrizes e aprendizado na pele de quem às colocou no mundo."
"Quem gosta de música aí, levanta a mão!! As músicas que você prefere ouvir refletem que parte de você deseja evidenciar. Tem músicas que são códigos instantâneos para desbloquear memórias. Outras funcionam como lentes que você pode enxergar o mundo. Partindo desse ponto de vista, as músicas podem ser uma espécie de droga, pois elas te trazem emoções, mudam seu humor, sua percepção de mundo, você pode ficar feliz, triste, sentir adrenalida, angústia e acima de tudo TE VICIA!! Quem nunca repetiu mais de 10 vezes uma música que despertava aquela sensação? E quem não passou a ouvir outras, porque aquela 'dose' de música já não era mais suficiente? Enfim, acredito que todos nós precisamos de experiências TRANSCENDENTAIS, a diferença é o meio que você utiliza para obtê-las. Alguns conseguem até certo ponto, por meio das drogas, outros com a espiritualidade, com a música, com paixões, ou até mesmo com um grande amor. Portanto evite criticar as escolhas musicais de alguém, pra você pode ser um defeito, pra pessoa pode ser uma saída. Então se a pessoa gosta de rock, pagode ou música clássica, se é um religioso fanático, se gosta de um baseado ou vive se apaixonando, acima de tudo respeite. Não tente reclamar deses 'SEUS' defeitos, pois nunca sabemos qual deles o mantém vivo."
"Sou tão fugaz que vivo me perdendo de vista. Vivo a procura de mim, e quando me encontro, já me tornei um pseudônimo. Preciso de vida própria, mas várias vidas se apropriam de mim. Quando serei meu dono? Serei um eterno servo do quem nem conheço? E nesse movimento de ir e vir, não posso levar bagagem, tenho que me desprender de mim. Me acostumar com incertezas, pra conseguir dar o próximo passo. Não posso me olhar no espelho, porque quando voltar posso não me reconhecer. Prefiro viver assim, numa eterna construção de mim. Preciso ficar ao meu lado, porque se eu for de vez, quem continuará me procurando? Preciso me seguir a todo instante para marcar o caminho da volta. Talvez nem queira voltar, mas sigo as ordens de algum pseudônimo. No fim sinto que estou livre dentro de minha própria prisão. Mas até que ponto é seguro, conviver tão perto de mim? Será que vivo me perdendo de vista por não conseguir me olhar nos olhos? Ou não quero ter consciência de que posso voltar o dobro do que sou, ou metade do que fui? Perder é dificil, mas é sempre bom deixar lá tudo aquilo e voltar com o essencial! Mas a maior parte da minha essência é feita do que não conheço, como definir? Por isso minha constante busca em juntar as partes que me constituíam ontem. Elas são valiosas, quando não imagino quem eu serei amanhã. Encontrar quem eu sou hoje é muito importante, pra não correr o risco de dar de cara comigo nas voltas que o mundo dá, e passar despercebido por não saber que era eu."
"E lá estava ela, o silêncio em pessoa! Travou a voz por muito tempo, por medo da força que seu som tinha! Segurou, segurou, segurou e ... Buuum! A bomba explodiu, ou melhor nada de bomba. Era uma borboleta que sempre esteve no casulo e tudo tinha se acostumado a vê- la assim, até o grande dia que conseguiu sair do casulo! A borboleta pensava: Se eu sair do casulo, quem irá me proteger? Seria melhor viver aqui dentro no casulo, sem saber o que tem lá fora, do que passar pelo parto das minhas verdades, pois isso vai doer! Mas ela não sabia se tinha medo da sua dor ou das dores de alguém. Ela tinha medo era do risco de ser feliz! Porque pra ser feliz você precisa vivenciar a possibilidade da tristeza, e essa possibilidade parecia bem maior do que a luz que iria ver fora do casulo. Ela até pensou na luz, mas era tão insegura, que pensou em Perder a visão após tamanho encantamento. E mesmo cheia de medos lá foi ela, colocou primeiro um pé fora do casulo, e sentiu angústia de não ter em que se apoiar. Respirou fundo e colocou o outro pé, não sentiu nada pra firmar seus passos! Chorou, chorou, e acabou colocando sua mão fora do casulo, não sentiu nada além da vulnerabilidade em meio aquela ventania toda. Quis pagar pra ver, e colocou os 'braços' pra fora! Tava dando certo mas ela não sabia se ria ou se chorava! Pois estava saindo da proteção do seu casulo para ver algo que ela não conhecia e que parecia instigante e tenebroso! E aí pensou: Seria mais seguro puxar de volta pro casulo aquela parte da verdade que já estava fora? Ou colocar todo o resto pra fora do casulo, correndo o risco de cair num penhasco escuro e frio? Pois não teria mais o casulo pra se segurar. O que escolher??? Aii como essa borboleta demorou pra escolher... Tinha medo de ser responsável por suas vontades! Ora, ora, tola borboleta e quem mais seria? Em sua cabeça só passava uma coisa eu vou me jogar e vou cair de cara no chão, vai doer! E tudo a minha volta ainda vai rir de minha curiosa burrice! Ela precisava de elogios, mas pra se mostrar tinha o risco das criticas. Êeeee!! Ela escolheeeu...! Ela conseguiu engolir o seu medo tão normal, respirou fundo fechou os olhos e se jogou pra fora do casulo! Surpresa!!!! Ela não caiu no chão, começou a bater as asas e descobriu que tinha se tornado uma linda borboleta! Aí sim ela entendeu tudo... o casulo foi importante para protegê-la enquanto não tinha autonomia suficiente pra gerenciar a liberdade de voar. Ter se permitido voar a fez perceber que existe um montão de flores e jardins que proporcionam tanta felicidade que nem dá espaço pra sentir inseguranças. Hoje a borboleta vê o casulo e percebe que cresceu tanto que nem cabe nele. E essa foi a história de uma borboleta que trouxe sua essência para existência!!"