Voltar para Autores
Adélia Prado

Adélia Prado

Adélia Prado (1935-) é uma professora, filósofa e escritora brasileira. Poetisa e romancista, consagrou-se como a voz mais feminina da poesia brasileira. Com mais de 20 obras publicadas, já ganhou diversos prêmios literários, como o Jabuti e o Camões. Escreveu "Bagagem" (1976), "O coração disparado" (1978), entre outras obras. Em 2025, lançou "O jardim das oliveiras".

77 pensamentos
Ler biografia completa

Frases - Página 6

Mostrando página 6 de 7 (77 frases no total)

"Poema começado do fim Um corpo quer outro corpo. Uma alma quer outra alma e seu corpo. Este excesso de realidade me confunde. Jonathan falando: parece que estou num filme. Se eu lhe dissesse você é estúpido ele diria sou mesmo. Se ele dissesse vamos comigo ao inferno passear eu iria. As casas baixas, as pessoas pobres e o sol da tarde, imaginai o que era o sol da tarde sobre nossa fragilidade. Vinha com Jonathan pela rua mais torta da cidade. O Caminho do Céu."
"AMOR FEINHO Eu quero amor feinho. Amor feinho não olha um pro outro. Uma vez encontrado, é igual fé, não teologa mais. Duro de forte, o amor feinho é magro, doido por sexo e filhos tem os quantos haja. Tudo que não fala, faz. Planta beijo de três cores ao redor da casa e saudade roxa e branca, da comum e da dobrada. Amor feinho é bom porque não fica velho. Cuida do essencial; o que brilha nos olhos é o que é: eu sou homem você é mulher. Amor feinho não tem ilusão, o que ele tem é esperança: eu quero amor feinho."